Carolina e Guillermo
Santiago de Chile - Chile.

Uma vez eu li em algum lugar que, a esperança é um sentimento pequeno que mora dentro da gente e se alimenta da esperança que mora dentro do outro, e é esse sentimento que temos quando testemunhamos tanto amor reunido em um só lugar, esperança. 

 

Olho ao redor, tento lembrar como tudo começou e como tem fluído até hoje da forma mais orgânica possível, nunca prospectamos nada disso que tem acontecido conosco, e se tivéssemos feito, desconfio seriamente que não teria dado certo, ou não ao menos da forma como tem acontecido  - Tomo uma água, penso na expectativa que invariavelmente nos é depositada, mas que só as superaremos se esquecermos que elas existem e nos divertirmos, afinal é disso que tudo isso se trata - Respiro e olho pela janela, avisto a Cordilheira dos Andes, é quarta feira, estamos chegando em Santiago, mal podemos acreditar... 

Conhecemos a Caro e o Guille no casamento do Juan (irmão do Guille) no Brasil, na ocasião jamais imaginaria que voltaríamos a Santiago para acompanhar alguns dias na vida deles e que no meio disso tudo ainda teria um casamento. 
Quando digo "no meio disso tudo" é porque nossa proposta sempre foi a de que o casamento fosse uma das histórias, dentro de uma história muito maior, e olha tivemos histórias para contar.
Passamos ao total 3 dias juntos, mas é como se nós nos sentíssemos da família, todo o cuidado, todo o carinho, desde que a Caro chegou no aeroporto para nos pegar, acredito que essa troca faz toda a diferença e nos motiva ainda mais. Como disse foram dias incríveis com banhos de mangueira, cachorros na piscina, aniversário supresa para o Juan, casamento no quintal de casa, celebração em forma de peça de teatro para as crianças (já que além de alianças e escovas, Guille e Caro juntaram também as crianças), acredito que a palavra que mais define tudo o que eles prepararam seja: família.

Guille e Caro muito obrigado por terem sido tão verdadeiros conosco, por terem nos mostrado o valor da união em família e que perto disso, todo resto é apenas adereço. Que essas fotos assim como aquelas das caixas antigas que tiramos do fundo do armário tragam mais que recordações, tragam cheiro, calor e a sensação de estar recebendo aquele abraço apertado que nos faz sentir como se tivéssemos todo o mundo em nossos braços naquele instante. 

Muito obrigado dos amigos, fotógrafos e não tão bons dançarinos Fer e Bruna. 

 

 

Versión para los novios y familiares:

 

 

Santiago de Chile - Chile.

Una vez leí que la esperanza es un pequeño sentimiento que vive dentro de la gente y se alimenta de la esperanza que vive dentro del otro, y este es el sentimiento que tenemos cuando somos testigos de tanto amor reunido en un solo lugar: esperanza.

Miro alrededor e intento hacer memoria de cómo empezó todo y cómo fluyó todo lo que nos ha pasado hasta llegar aquí, y veo que todo ha sido de la forma más orgánica posible. Jamás prospectamos nada de lo que nos ha sucedido y, aunque lo hubiéramos hecho, sospecho que no nos hubiese salido tan bien, o por lo menos no de la forma sucedió - Tomo un sorbo de agua y pienso en toda las expectativas que invariablemente depositan en nosotros y que sólo las superaremos si nos las olvidamos y nos la pasamos bien ya que, al fin y al cabo, de esto se trata! Respiro hondo y miro por la ventanilla del avión y veo la Cordillera de los Andes. Es miércoles y estamos a punto de llegar a Santiago, solo nos lo podíamos creer...

Conocimos a Caro y Guille en la boda de Juan (el hermano del Guille) en Brasil, y en esta ocasión no se nos hubiera ocurrido que volveríamos a Santiago para acompañarlos por algunos días en sus vidas y que "en medio a todo eso" habría una boda. Digo "en medio de todo esto" porque nuestra propuesta siempre fue la de que la boda fuera una de las historias adentro de una historia mucho más grande ... y vaya que hemos podido contar muchas historias!
Pasamos un total de 3 días juntos pero desde el inicio sentimos cómo si fueramos parte de la familia: todos los detalles, todo el cariño, desde el momento que Caro pasó por nosotros en el aeropuerto... no tengo duda de que este intercambio hace toda la diferencia y nos motiva aún más.
Pasamos días increíbles: nos dimos baños con la manguera, los perros se metieron a la piscina, el cumpleaños sorpresa para Juan, la boda en el jardín de la casa, la celebración que se hizo para los niños con una obra de teatro (ya que, además del anillo y del cepillo de dientes, Guille y Caro han juntado también a sus niños!), creo que la palabra que más define todo lo que ellos prepararon es: familia.

Guille y Caro muchas gracias por haber sido tan verdaderos con nosotros, por enseñarnos el valor de la unión en familia y mostrarnos que cuando tienes esta unión tan fuerte, todo lo demás es mero adorno. Esperamos que estas fotos, así cómo aquellas que sacamos del fondo del armario, les traigan más que recuerdos... que les traigan el olor, el calor y la sensación de recibir aquel abrazo apretado que nos hace sentir en tan sólo un instante como si tuviéramos a todo el mundo en nuestros brazos.

Muchas gracias de los amigos, fotógrafos y no tan buenos bailarines, Fer y Bruna.


Tradução: Mich Seixas. 

Fotografia: Fer e Bru Cesar.

Camila e Felipe 
Deserto do Atacama - Chile. 

Era uma quinta feira, se não me engano na parte da manhã, estávamos em casa, passando café e respondendo alguns emails, quando o Felipe nos ligou perguntando se estaríamos em Curitiba no período do carnaval, pois queriam passar por aqui, logo pensamos... Olha Curitiba não é o melhor lugar do mundo pra curtir o carnaval! Mas de qualquer maneira, nós estaremos no Chile nesse período, pois vamos fotografar um casamento em Santiago, e por conta disso vamos aproveitar e realizar um dos nossos sonhos, que é conhecer o deserto do Atacama.
Eis que o Fe me conta: Então, eu e a Camila queríamos viajar no feriado, eu queria fazer uma supresa que estou planejando a tempos, pedir ela em casamento!  Somado a isso queria muito que vocês fotografassem esse pedido surpresa. A idéia seria usar o pretexto de um ensaio, para no meio da sessão fazer esse pedido. Conforme ele ia me explicando cada detalhe o coração ia ficando cada vez mais e mais apertado... 
Sem saber muito o que fazer, pois já tínhamos as passagens compradas, falei: Olha se vocês quiserem ir com a gente pro Atacama seria muito legal ter vocês juntos nessa viagem, independente de fotos ou não. 
Por mais que  realmente quiséssemos que eles fossem conosco, sabemos que comprar passagens, e tudo mais que demanda uma viagem, não é tarefa tão simples assim, ainda mais em cima da hora.

- Menos de uma semana depois, recebo um mensagem do Fe : Vamos com vocês pro Atacama! Em anexo os tickets.

Tudo o que rolou nesses dias, é realmente impossível tentar descrever em texto ou até mesmo em fotos, o que propomos aqui é uma viagem ao momentos mais profundos da história.
A Cami e o Fe chegaram em Calama (a cidade mais próxima a San Pedro de Atacama)  um dia antes de nós e já foram agilizando as coisas para a viagem, carro, comida, e todas as coisa que envolvem uma viagem dessa. Não tínhamos nada muito combinado em relação as fotos, a não ser a ideia da supresa e de manteríamos isso em segredo. A idéia era de que tudo fosse o mais orgânico possível e quando acreditássemos que era a hora, todos saberíamos (com excessão da Camila). 
Sem a Cami ter a menor idéia, passamos por varias tentativas frustadas, como chuvas de raios, tempestade de areia, mas como tudo tem seu tempo e seu propósito, acabamos por parar nos pés de vulcão surreal! O Miñiques a 5.450 metros de altitude (se não me engano o vulcão em uma região mais alta do mundo), mas confessamos que não tínhamos a menor idéia disso tudo. Mesmo com a mudança de tempo repentina  (esse período é chamado de inverno boliviano) acabou por criar um clima mágico, com nuvens, um vento frio e uma luz difusa. 
Mas o que ficou de tudo isso foi que, com vulcão ou sem vulcão, com deserto ou sem deserto, teria sido emocionante em qualquer lugar que fosse, afinal a paisagem mais incrível foi o brilho no olhar e as lágrimas de emoção descendo pelo rosto. 

Confessamos que até agora não acreditamos em tudo o que aconteceu, da forma que aconteceu, as vezes o mergulho é tão profundo que voltar a superfície demora. É importante olhar para tudo o que aconteceu e perceber os ensinamentos por trás de cada oportunidade. Mas mais uma vez queremos deixar claro o quanto somos gratos pelos lugares, pessoas e histórias que a fotografia tem nos proporcionado. 2018 só está começando, que seja um ano de boas histórias para todos nós. 
 

Fotografia: Fer e Bru Cesar / Participação especial: Camila e Felipe :)

Beatriz e Enrico
Fazenda Sta Carolina, Marília, SP - Brasil.

Sobre o tempo das coisas... No ritmo cada vez mais acelerado que vivemos a cada dia, queremos tudo o mais rápido, mais acessível, mais prático, mais descartável. Queremos correr com o dedo nossas scroll bars, e saciar nossa curiosidade momentânea o mais breve (aliás esse é o motivo das imagens aqui serem um slide e não uma imagem em baixo da outra, queremos que tem interesse, realmente dedique tempo para ver cada uma das imagens). Poucas vezes nos damos consciência sobre o real tempo das coisas, o tempo do mundo, o tempo da vida.
Quando tratamos de arte e essa arte envolve comercio, constantemente nos deparamos com esses dilemas, que me faz lembrar uma placa que vimos em um restaurante típico em Santiago do Chile, restaurante de uma senhora chamada Dona Tina, em que dizia: NO VENDE COMIDA RAPIDA, VENDE COMIDA TIPICA, LO MAS RAPIDO POSIBLE. 
E o que isso tem a ver com a história de um casamento? 
Relacionamentos são feitos de amor e respeito, entre eles respeito ao tempo, para que as coisas aconteçam da forma com que tem que ser, e não como nós queremos que elas sejam, afinal não temos controle de tudo não é mesmo?  
 A Bea e o Enrico, superaram o tempo e a distancia, atravessaram um oceano de esperança, ela brasileira e ele italiano. Ambos hoje vivem na Itália, mas voltaram ao Brasil para celebrar a união ao lados das duas famílias na fazenda da família da Bea, fazenda que viu tantos momentos de alegria através de tantos anos. 
Foi lindo, ter a oportunidade de ver de perto o quanto eles se dedicaram e fizeram tudo com muito amor, da escolha do local (fazenda da família), convites feitos a mão pelos dois, ao vestido que a Bea usou, o mesmo que a sua mãe se casou. Foram tantos simbolismos e amor colocado em cada detalhe, ver o Frei amigo da família celebrando o casamento em baixo da seringueira em que a Bea brincava quando criança, tudo isso faz parte da história e são esses detalhes que fazem dela única. 
Gostamos muito de conhecer a história das pessoas que vamos fotografar, para como dizemos, não fazermos uma fotografia genérica, talvez esteticamente bonita, mas vazia de significados. É muito gostoso saber o quanto cada detalhe é importante, e a história por trás de cada um, como os peixinhos pintados a mão pela mãe do Enrico (tradição do sul da região da Sardenha, sul da Itália), cada sorriso, cada lágrima, cada abraço, que tudo isso realmente tenha importância afeita e não apenas visual.
Bea e Enrico, muito obrigado por terem dedicado tempo para conversar conosco, tempo na preparação dessa celebração, tempo para dar atenção a cada pessoa que fez desse dia um dia único. Que essas imagens durem o tempo necessário para relembrar sempre o quanto é bonito o amor de vocês. 
Quanto a nós, temos de aprender a nos demorar mais, demorar mais no que realmente nos importa, pois o tempo das coisas é eterno. 
Obrigado.

Bru e Fer

Fotografia: Fer e Bru Cesar

2017 in pictures. 
Curiitba, PR, Brasil - 2018.

Todo início de ano vem acompanhado das mesmas sensações, fazer mais, fazer melhor, ser mais, ser melhor, e por aí vai... Nesse início de ano não queremos prometer nada, mas somente agradecer. Gratidão, isso mesmo, aquela palavrinha batida nas redes sociais, do emoji da mãozinha, geralmente precedido de uma hashtag. Gratidão pelas pessoas que conhecemos, pelos lugares que tivemos a oportunidade de conhecer, que para alguns pode não significar tanta coisa assim, mas para nós, tendo a origem que temos significa muito. 
Significa agradecer por cada confiança depositada em nós, cada vez que pudemos entrar na intimidade de famílias que a pouco nem conhecíamos. 
Oportunidades como uma troca de sorriso em Negril norte da Jamaica, ou de passar uma semana com pessoas incríveis no meio da Toscana. Em uma mesma semana, estávamos no sertão de Minas e no sul da Alemanha. Nos sentimos honrados por termos sido escolhidos para ir para tão longe que não conseguimos contar em KMs rodados, mas sabemos que a medida do amor e do afeto é infinita. 
Esse clipe é um rápido apanhado de algumas imagens que marcaram nosso ano, sem a pretenção de mostrar tudo o que fizemos, pessoas que conhecemos, lugares que estivemos, mas com a pretensão gigante de transformar a palavra gratidão em um punhado de fotos. Se é para ser... Que seja!


Muito obrigado.

Fer e Bru

Família M&Ms
Itajaí, Santa Cararia, Brasil - 2017.

Essa é mais uma das histórias incríveis que só a fotografia nos proporciona, conheci a Mari e o Maike a uns anos atrás na casa que eles moravam (Mari, Maike e o Murilo que devia ter uns 4 anos) que na época não tinha todo o espaço e liberdade que eles tem hoje em dia. Mari, Maike e Murilo sempre foram para os amigos a família M&Ms, inclusive no casamento deles fizeram várias instalações fazendo alusão ao nome. 
Agora avançando um pouco no tempo (feito aqueles filmes), Balneário de Cabeçudas, SC, 9 da manhã de um domingo... acordo e dou de cara com o Murilo sentado ao sol com o Simba, um dos vários gatinhos da casa no colo, dou bom dia já de câmera na mão e inevitavelmente faço um clique dos dois, pronto, aí sabe como é... um domingo com amigos, acabou virando um domingo com amigos e uma câmera, mas calma lá que vou explicar o motivo de ter acordado com uma câmera na mão...
Voltando um pouco no tempo (técnica de cinema novamente rss) lembra que falei que a família sempre foi conhecida como M&Ms? Embora profissionalmente eles usem o nome de Cadeira Amarela, no final eu posto o link para o site deles... voltando um pouco... lembro que fomos umas das primeiras pessoas que a Mari e o Maike ligaram quando abriram um certo envelope.... Lembra que eu falei que eles se casaram a pouco tempo? E que eram a família de 3 M's?? Pois bem, dentro desse envelope dizia algo como: O amor de vocês é tão grande que vocês podem compartilhar com mais pessoas ainda... Note que eu disse pessoas... Foi assim, ou na minha cabeça foi assim que... Bem vindos Maria Flor e Miguel :)
Voltando ao nosso domingo "qualquer" não vou ser descritivo, ou vou ser o mínimo possível, mas foi um barato participar da montagem do quarto dos pequenos, ver a empolgação do Murilo em ajudar a pintar as caixas, pular, correr até cansar e adormecer...
Mari e Maike, nesse mundo todos estamos o tempo todo vivendo diversas batalhas, que a Maria Flor e Miguel sejam luz e alegria, tragam muita felicidade, pois vocês sem perceber, não só tem a cadeira, como pintaram instintivamente toda um casa de amarelo.
Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho com muito amor que essa família desenvolve segue eles no instagram.
Bru e Fer. 

Fotos: Bru e Fer

Bruna e Rafael
Trancoso, Bahia, Brasil - 2017. 

A gente tenta descrever um monte de coisas, aqui com essas letras miudinhas, com a ilusão de que vamos conseguir chegar perto do que de fato aconteceu. Narrativas, lembranças, acontecimentos, coisas que nos veem a cabeça, sensações como o sal do mar colado na pele e aquele cheiro invisível do sopro da maresia, a gente tenta começar a história lá de longe até chegar bem pertinho, como manda a cartilha... Não tem cartilha que nos ensine a descrever sensações como a da lágrima escorrendo vagarosa ao ver quem se ama, entrar toda de branco com um sorriso maior que a Bahia, a gente tenta...

A gente tenta, mas só quem vivenciou sabe de verdade o que é ser e estar. 
Parece que a Bahia tem um certo mistério, um mistério que faz com que todo mundo que pisa nessa terra seja contagiado automaticamente por uma sensação de felicidade, sem motivo ou aviso prévio. Felicidade que pega a gente desprevenido e que deixa uma saudades sem tamanho. 
Poderíamos dizer que esse post é sobre o casamento da Bru e do Rafa, mas o mais correto seria dizer que esse post trata de um final de semana, um final de semana acompanhado de pessoas incríveis que se reuniram para celebrar o amor, a vida, a amizade, o companheirismo... Ah e no meio disso, teve abraço, choro, acarajé, tapioca, sorrisos daqueles escancarados, sem vergonha de ser feliz e gritar isso bem alto... Ah e mais interessante, é que no meio disso tudo teve tanta coisa legal que teve até casamento...

Fotografia: Bruna e Fer
Fotos drone: Megalumefilmes

Cris e Rodrigo
Praia de Toque Toque, São Paulo, Brasil - 2017. 

Dizem que os sonhos acabam quando paramos de sonhar, e o encontro desses dois foi assim, como um sonho... Num hostel na Africa do Sul, para o primeiro beijo contemplando o por do sol no Cabo da Boa Esperança no extremo meridional do continente africano. Um encontro com um começo desse só podia ter uma celebração como esta.
Casamentos por si só já são carregados de simbologias, mas a Cris e o Rodrigo fizeram questão de deixa-las evidentes, e o mais pessoal possível. Ao invés de uma igreja e um salão, um fim de semana com amigos em uma casa em Toque Toque (litoral norte de São Paulo), todo mundo junto em clima de celebração mesmo. A idéia era que as pessoas se conectassem, então ao contrário de pessoa sentadas umas atrás das outras, em fila, um grande circulo no jardim.
Foi lindo testemunhar, padrinhos, amigos, pai, mãe, todos comungando de um mesmo sentimento, emanando boas energias. 
Cris e Rodrigo, contrariando todas as previsões, o vento levou as nuvens, a chuva se foi, e o céu se abriu para a celebração do amor de vocês, nossos votos são sempre para que esses ventos soprem favoráveis e que levem esse amor tão verdadeiro para todo o mundo.
Muito obrigado por terem permitido que registrássemos com o nosso olhar esse momento tão importante, afinal foi esse sentimento que tivemos convivendo esses dias com vocês, pertencimento.
Gratidão.  

Fotografia: Fer e Bruna Cesar

Renata e Martin
Tegernsee Lake, Alemanha - 2017.

Tem ficado repetitivo a idéia de que "a fotografia tem nos levado para lugares que nunca imaginávamos estar" mas desta vez, isso aconteceu novamente. Conhecemos a Re através da Bru que casou com o Adriano este ano Toscana, fizemos um skype (como tem sido a maior parte das nossas reuniões hoje em dia) e já nos demos bem logo de cara.
A Re é brasileira e o Martin é alemão, mas ambos vivem já algum tempo em Londres, mas para o casamento o local escolhido foi Tegernsee, uma cidadezinha que surgiu a beira de um lago, na região da Bavária, sul da Alemanha.
Seria muita pretenção dizer que aqui neste post temos um resumo do casamento da Re e do Martin, não, um casamento de três dias não seria resumido de forma alguma aqui, o que publicamos aqui são apenas alguns recortes, alguns fragmentos do todo que foi essa experiência { Re você terá muito mais fotos :) }
Como disse anteriormente a festa durou três dias, ou mais, explico... Como tivemos a oportunidade de viajar a Alemanha junto com a família da Re, nossa idéia foi justamente aproveitar para registrar a chegada da família no sul na Alemanha, assim como o cerimônia civil, festa bávara e o casamento em si. Como dá para imaginar o material dessa aventura é bem extenso, então vai aqui um breve resumo do resumo de tudo o que rolou durante esse período convivendo com essas duas famílias (uma brasileira e uma alemã).
Quero também agradecer desta vez, a família da Renata que saiu de Blumenau, e nos acolheu de braços abertos, nos sentimos da família nestes dias que passamos juntos. Além de ganhar ótimos registros da Rose, mãe da noiva e fotógrafa oficial honorária. Agradecimento também a Julian o video maker que foi nosso parceiro nessa jornada, Julian Thanks a lot for all your help, thanks for sending the picture of the drone and I would like to say that you really are a great dancer.
Muito obrigado a todos, Re e ao Martim, Danke für alles.

Fotografia: Fer e Bruna e Rose - mãe da noiva :)

Déborah e Guilherme. 
Diamantina, Minas Gerais, Brasil - 2017.

Para começar a contar a história deste post preciso primeiramente dizer duas coisas. A primeira é dizer que este é sem dúvida o maior post da história do nosso blog, até por conta disso dividimos em etapas os acontecimentos.
A segunda, é que este é também sem dúvida o texto mais difícil de escrever em toda a nossa carreira. Explico o motivo... Sempre que escrevemos algo a respeito do que fotografamos procuramos antes de mais nada, não sermos literais, do tipo... ficar narrando os fatos, depois disso tentamos (digo tentamos) colocar um pouco do nosso sentimento em torno do que aconteceu, e olha... nesse caso foi tanta coisa que já assumo de cara que é impossível fazer jus o que representou para nós toda essa história. 
Lembro até hoje quando esses dois vieram lá do norte de Minas para a fria Curitiba fazer uma sessão pré casamento, e me perguntaram se eu gostava de cachoeira, confesso que de cara fiquei sem entender nada, mas depois de um tempo tudo isso fez sentido, e como.
Voltando um pouco no tempo... o Gui pediu a Dé em casamento em uma cachoeira, numa cidade chamada Conselheiro Mata, um vilarejo de aproximadamente 200 habitantes, próximo a cidade histórica de Diamantina, norte de Minas. E quando eles decidiram que realmente iam se casar não tinham dúvida quanto ao local, seria na própria cachoeira... e mais do que isso, eles queriam que todos os presente realmente entrassem nessa experiência. Foi aí que surgiu o nosso primeiro casamento "Pé na água". 
Sempre que possível gostamos de contar a história das pequenas histórias que orbitam um casamento, e esse em específico foi um prato cheio para isso. 
Tudo começou com os noivos/amigos indo nos buscar no aeroporto de Montes Claros. Saímos cedinho rumo a Conselheiro Mata, com direito a parar na beira da estrada para um café da manhã/pingado e ver o sol nascer. 
É muito gratificante ver as pessoas realmente colocando a mão na massa e fazendo as coisas acontecerem. Acredito que todos ao redor do casal, sentiam a mesma energia incrível que nós sentíamos e davam o seu melhor para que tudo fosse perfeito. E foi...
Dé e Gui, como disse anteriormente não ficar sendo redundante e ficar tentando narrar o inenarrável, explicar o quando foi incrível, tudo isso seria impossível em palavras (ao menos para mim), por isso selecionei "algumas" imagens para me ajudar, e espero realmente que gostem e que os façam voltar um pouco no tempo, e sentir o calor, o cheiro e os sabores daquele dia único.
Mas principalmente queremos que saibam mais do que um punhado de fotos, vocês ganharam dois novos amigos que torcem muito pela felicidade de vocês, e esperam o rever o mais breve possível.
Feliz mês-versário de casamento. 

Dos amigos: Bru e Fer
 

Fotografia e participação especial: Fer Cesar e Bruna

 

Michelle e Matheus
Rio de Janeiro, Brasil - 2017

Lembro até hoje quando tivemos a primeira conversa por vídeo com a Michelle e o Matheus, como eles deixaram bem claro para nós que independente de qualquer coisa, o mais importante para eles era a simbologia da cerimônia religiosa e a ligação afetiva muito próxima com as avós. 
Nestes últimos anos temos tido o privilégio de contar histórias de amor e união nos mais diversos lugares, e uma das coisas que mais nos deixam felizes, é ver o esforço de algumas destas pessoas para que estejamos presente, e no caso da Michelle e do Matheus especialmente nos motivou mais ainda. 
A proposta foi de uma cerimônia super intima, somente para os familiares mais próximos e como disse anteriormente valorizando a cerimônia religiosa. É tão gratificante e inspirador ver o carinho e a gratidão com a vovó e o quanto isso transparece, são momentos como este que nos inspiram a continuar fazendo o que fazemos. Um casamento não precisa de muita gente, um casamento não precisa palácios luxuosos, um casamento não precisa de orçamentos astronômicos, um casamento precisa de amor e de gente de verdade vivendo este dia intensamente. 
Mi e Matheus obrigado por permitirem que pudéssemos registar o quanto vocês se amam, o quanto vocês tem certeza que isso que querem para o resto da vida. Não temos braços para abraça-los tão de longe, mas com todo o nosso carinho se sintam abraçados e que as imagens possam trazer um pouco o gostinho do que representou este dia para vocês. 

Fotografia: Fer e Bru.

Bruna e Adriano
Toscana, Itália - 2017.

Mais uma vez a fotografia nos levando para lugares que nunca antes imaginávamos estar, e sabe o que ainda é mais legal que os lugares incríveis e paisagens deslumbrantes? As pessoas que conhecemos nessa jornada. A Bru e o Adriano são Brasileiros/Italianos mas moram em Londres já faz algum tempo, mas foi na Bélgica em 2009 que se seus caminhos se cruzaram pela primeira vez e desde então nunca mais ficaram longe um do outro. Uma das coisas mais legais de um casamento de destino é justamente a possibilidade de proporcionar uma espécie de imersão para que as pessoas conheçam o local, mas acima de tudo se conheçam e se conectem, e olha se essa foi a idéia funcionou perfeitamente.  Nossa história começou a ser contada na incrível Civita di Bagnoregio, um vilarejo típico da região da Toscana, que pode deixar de existir alguns anos por conta da erosão ao passar dos séculos, a vista é de tirar o fôlego e quase precisamos nos beliscar, as estradas lindas da Toscana com seus campos, vinhedos e uma luz mágica que só tem lá, da decoração entre flores, limões sicilianos e luzinhas em um castelo de 1256, a banda  Jazz de Boston, o bolo preparado na hora pelos chefes foi uma atração a parte, os italianos além de ter boa comida sabem servir muito bem.
Todo post aqui no blog é um processo de desapego, de síntese, de tentar resumir uma experiência em algumas poucas imagens, e olha desta vez essa tarefa foi muito mais difícil... Confesso que por baixo poderíamos fazer uns 3 à 4 posts como este só com as minhas imagens favoritas, mas como disse... vamos lá... é um exercício de síntese,.
Espero de coração ter conseguido resumir nessas imagens escolhidas com muito carinho, um pouco do que foram estes dias na Itália ao lado de pessoas tão incríveis. 
Bru e Adri obrigado pela confiança que depositaram em nós, e por terem nos escolhido para registrar esse momento tão importante. 
Fer e Bru. 

Fotografia: Fer e Bru

Eliz, Rafa, Chloé e Jack. 
Curitiba, Brasil - 2017. 

Cada um tem uma interpretação muito pessoal do que vê, cada interpretação é muito baseada e influenciada pela sua bagagem de vida, onde foi, o que viu, ouviu, comeu e não comeu... Bom, vou dar a minha interpretação dessa sessão resumindo em uma palavra, leveza. Leveza se resume ao cotidiano da vida sem grandes interferências, leveza em observar a vida passar e admirar com os olhos do coração. A Eliz e o Rafa vão se casar muito em breve e nos convidaram para registrar esse dia, mas antes disso, passamos uma tarde juntos para nos conhecer e entender um pouco mais sobre a história deles. É importantíssimo para esse trabalho de contar uma tal história, conhecer previamente mais a fundo essa história, de onde veio todo o amor pela Chloé e pelo recém resgatado Jack que passou por uns perrengues na vida mas que agora está aí, tranquilão recebendo amor e carinho. Eliz e Rafa, obrigado pelo café e pelo papo, continuem tendo sempre essa leveza no trato e na vida, sejam leves assim como o amor de vocês. 

Fotografia: Fer Cesar.

Deborah e Bruno
Curitiba, Brasil, 2017.

Devo começar esse post com um "Este foi o casamento mais próximo do que seria o meu casamento que já fotografei"... Conheci a Dé e o Bruno no nosso antigo escritório quando estávamos prestes a sair de lá, em meio a bagunça e objetos sendo vendidos num garage sale, aliás acredito que ela foi uma das últimas pessoas que recebemos por lá. Enquanto conversávamos lembro de ver o sorriso no rosto da Dé, e o quanto ela estava feliz e realizada com a idéia de fazer uma celebração de casamento a mais íntima possível. Estávamos ali conversando quando comentei que adoramos quando os noivos se arrumam juntos em casa para o casamento e ela nos disse, que o casamento dela seria exatamente assim, só que o casamento também seria no apartamento!
Um casamento dentro do próprio apartamento, a mãe cozinhando, a Dé e o Bruno fazendo o bolo juntos pela manhã, aliás os dois fazendo os votos do casamento juntos na cozinha, criançada correndo por toda parte e um sonzinho bom no toca disco. O DJ? Os noivos ou quem se sentisse a vontade botar um som pra rolar... Cabeleireira? A própria noiva! Aliás sentada no chão com as meninas pulando no colo! Entre um vinil e outro, uma caixa de fotos com histórias divertidíssimas como a vez em que confundiram o pai da Dé com o Bill Clinton em uma viagem aos EUA... Esse foi o clima dessa celebração ao amor, à família e aos laços que cultivamos nesse caminhar. 
Acredito que momentos assim, nada mais são que o desejo por uma vida mais simples, mais autêntica, sem tantos protocolos, vamos simplificar e ser quem somos, já que não podemos acrescentar dias a nossa vida vamos acrescentar vida aos nossos dias. 


 

Fotografia: Fer Cesar e Bruna Kamaroski.



Deborah e Gui
Curitiba, Brasil, 2017

Depois de tentarmos conciliar as agendas para ensaios em tantas cidades que passamos como Brasília e São Paulo, foi justamente em Curitiba que conseguimos finalmente clicar esses dois, que por sinal além de serem pessoas super do bem, fizeram um esforço enorme pra virem lá de Minas pra essa terra fria e distante :)
Quando definimos a proposta das fotos, pensamos justamente em algo mais urbano mas sem rodarmos a cidade toda atrás de locação e logo veio a idéia de um café e uma conversa, conversa essa que logo no levou a uma história incrível, clicar o casamentos deles... Mas peraí que não apenas um casamento! Será nosso primeiro casamento pé na água da vida! Não vou contar mais detalhes pois essa história vai ser contada de uma outra forma, mas já adianto que o cenário é surreal! 
Por enquanto ficamos com esse café e uma manhã de conversa jogada fora e muita risada, que se estendeu para um chopp mais isso já é outra história! Obrigado meus amigos pela confiança e pelo carinho.

Fotografia: Fer Cesar.

Pri e Diego
Florianópolis, Brasil, 2016. 

Nunca saímos de um casamento da mesma forma com que entramos, mais do que lugares físicos nossa vivência é diretamente influenciada pelo convívio com as pessoas que conhecemos, e que passam pelo nosso caminho. Por diversas vezes não sabemos pra onde uma mensagem em rede social, ou um email pode nos levar, ou que história de vida tem quem nos procura, e foi assim através de um email vindo do outro lado do mundo, mais especificamente de Melbourne na Austrália que recebemos o convite para fazer parte de um dos dias mais importantes na vida da Pri e do Diego. Dois amantes da natureza, largaram tudo para fazer residência em Biologia Marinha, abriram mão do convívio da família e amigos para dedicar suas vidas a um bem maior. 
Já disse isso aqui algumas vezes, mas volto a repetir sem medo de ser repetitivo... Uma das coisas que mais nos encantam em casamentos de destino é a possibilidade de um contato mais próximo com todos os envolvidos, dos noivos a quem prepara a festa, a experiência desse convívio nos recarrega as energias e nos estimula a história de uma forma mais ampla. Queremos assumir isso ou não, mas o ritual do casamento é muito parecido em quase todas as culturas, e é nesse envolvimento, nessa história mais plural que conseguimos contar a história de uma maneira mais singular. 
Pri e Diego, obrigado pelo carinho desde a forma com que nos receberam até todo o cuidado durante esses dias que passamos juntos, pudemos perceber que mesmo morando tão longe o amor de todos que fazem parte da história de vocês está cada vez mais forte. Esperamos que lembrem sempre com carinho dessas imagens, do abraço na amiga que estava na Amazônia e que não se viam a anos à ostra que encontramos na praia, justamente seu interesse em pesquisa aí na Austrália.
Assim como nós espero que que vocês não sejam sempre os mesmos, mas que estejam em constante transformação, assim com Diogo citou a natureza em seus votos de casamentos, pois hoje somos outros, diferente de ontem. 

Fotografia: Fer Cesar e Bruna Kamaroski.